ANTIGO TESTAMENTOJó 141“A vida é breve e cheia de dificuldades,2como uma flor que brota e murcha, como uma sombra que passa e logo desaparece.3Sendo eu tão insignificante, por que me arrastas para ser julgado?4Quem pode tirar algo puro do que é impuro? Ninguém.5Tu já determinaste a extensão de nossa vida — o número de meses e os dias que limitam nossa existência.6Por isso, afasta-te de nós e deixa-nos em paz, para que, assim como um trabalhador, possamos desfrutar de algum descanso no fim do dia.7Até mesmo uma árvore cortada tem esperança de brotar novamente, de produzir rebentos e continuar a viver.8Mesmo que suas raízes envelheçam debaixo da terra e seu tronco morra no chão,9basta apenas algumas gotas de água, e ela brota outra vez e produz galhos como uma planta nova.10Mas o ser humano morre, sua força se esvai lentamente; ele perece — e depois, onde está?11Como as águas de um lago que evaporam e um rio que se seca e desaparece,12assim o homem se deita e não se levanta mais; não acordará até que os céus deixem de existir.13Quem dera me escondesses no Sheol, que me ocultasses ali até que tua ira passasse, que me fixasses um prazo e depois te lembrasses de mim!14Podem os mortos voltar a viver? Então eu teria esperança ao longo de toda a minha aflição, até que chegasse a minha libertação.15Tu me chamarias, e eu te responderia; terias saudades de mim, a criatura que formaste.16Então cuidarias de mim e não ficarias mais me vigiando para ver se pequei.17Meus pecados estariam selados num saco, e tu cobririas a minha culpa.18Mas, assim como as montanhas desmoronam e se desfazem, e as rochas caem de onde estão,19como a água desgasta as pedras e as enchentes levam embora o solo, assim tu destróis a esperança do ser humano.20Continuamente prevaleces sobre ele, até que ele morra; desfiguras sua aparência e o mandas embora.21Seus filhos poderão ser honrados, mas ele nada sabe; ou humilhados, e ele nada vê.22Ele só conhece a sua própria dor e a própria tristeza.”