ANTIGO TESTAMENTOJó 131“Olhem, eu vi tudo isso com meus próprios olhos, ouvi com meus próprios ouvidos, e agora entendo.2O que vocês sabem, eu também sei; não são melhores que eu.3Ainda assim, quero falar com o Todo-Poderoso; quero defender meu caso diante de Deus!4Mas vocês encobrem tudo com mentiras! São como médicos que não curam ninguém!5Quem dera ficassem calados! Seriam considerados sábios.6Ouçam agora a minha defesa; prestem atenção ao que vou dizer.7Acham certo mentir para defender Deus? Vão usar palavras enganosas em favor dele?8Querem mostrar parcialidade com Deus? Querem advogar a causa dele?9Seriam aprovados quando ele os examinar? Acham mesmo que podem enganá-lo como se fosse um ser humano?10Não! Ele certamente os repreenderá por mostrarem parcialidade em favor dele, mesmo em segredo.11A majestade dele não os aterroriza? Não ficam tão amedrontados que perdem as forças?12As palavras de vocês são tão úteis quanto cinzas; seus argumentos, tão frágeis quanto o barro.13Calem-se agora. Não falem comigo. Deixem-me falar, a despeito das consequências.14Eu assumo total responsabilidade; estou pronto para arriscar a minha vida.15Mesmo que ele me mate, nele esperarei. Ainda assim, defenderei os meus caminhos diante dele.16É por isso que serei salvo, pois ímpio algum jamais ousaria se apresentar diante dele.17Prestem atenção ao que estou dizendo, ouçam bem as minhas razões.18Vejam, já preparei a minha defesa — sei que serei declarado justo.19Quem quer discutir comigo? Se eu estiver errado, ficarei em silêncio e aceitarei a morte.20Senhor, peço apenas duas coisas; então poderei me apresentar diante de ti:21para de me ferir, e para de me aterrorizar.22Depois, pode me chamar, e eu responderei; ou permita que eu fale, e tu me responderás.23Quais são os meus pecados e minhas iniquidades? Mostra-me o que fiz de errado; em que me rebelei contra ti?24Por que me tratas com tanta hostilidade, como se eu fosse teu inimigo?25Assustarias uma folha levada pelo vento? Perseguirias a palha seca?26Pois escreves contra mim acusações amargas e me fazes pagar pelos pecados da minha juventude.27Prendes meus pés no tronco, vigias todos os meus passos e examinas até as minhas pegadas.28Estou me desfazendo como algo podre, como roupa comida pela traça.”