ANTIGO TESTAMENTOCânticos 21Sou apenas uma flor dos campos de Sarom, um lírio dos vales.2Como um lírio entre os espinhos, assim é minha amada entre as mulheres.3Como uma macieira entre as árvores do bosque, assim é o meu amado entre os rapazes. O meu prazer é sentar-me à sua sombra e saborear as delícias do seu fruto.4Ele me levou para provar o seu vinho e mostrar o quanto me ama.5Alimente-me com passas, para me dar energia; dê-me maçãs, para que eu recupere as forças, pois o amor me deixou desfalecida!6Com o braço esquerdo apoia a minha cabeça, e com o direito, me abraça.7Mulheres de Jerusalém, por favor, jurem pelas gazelas e pelas corças do campo que não vão perturbar o nosso amor, até que chegue o momento certo!8Escutem! Ouço a voz do meu amado! Vejam! Lá vem ele, saltando pelos montes, pulando sobre as colinas!9Meu amado é como uma gazela, como um cervo jovem. Olhem! Lá está ele, atrás do muro, olhando pela janela, espiando por entre as grades.10Meu amado me chama: “Levante-se, minha querida, minha bela, e venha comigo!11Repare! O inverno já passou, as chuvas acabaram — já se foram.12As flores estão brotando por toda parte, chegou o tempo do canto dos pássaros, e ouve-se o arrulhar das rolas no campo.13A figueira começa a dar seus frutos, as videiras estão florindo e espalham sua fragrância. Levante-se, minha querida, minha bela, e venha comigo!”14Minha pomba se esconde nas fendas da rocha, nos esconderijos dos penhascos. Por favor, deixe-me olhar para você! “Deixe-me ouvir a sua voz! Pois o seu jeito de falar é doce, e sua beleza, deslumbrante!”15Pegue as raposas, as raposinhas que devastam as vinhas — as nossas vinhas que estão em flor!16O meu amado é meu, e eu sou dele! Ele se alimenta entre os lírios,17até que o sussurrar da brisa desperte o alvorecer, e as sombras desapareçam. Volte para mim, meu amado, venha correndo como uma gazela ou como um cervo jovem sobre montes divididos.